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sábado, 30 de outubro de 2010

Empresa de barcos estuda implantar fábrica no Ceará.

A expansão do mercado náutico no Brasil pode trazer uma fábrica de barcos para o Ceará. Mesmo com o setor pouco expressivo no Estado, a localização geográfica estratégica pode ser fundamental para facilitar a distribuição para a Região e baratear os preços.
A instalação da fábrica no Ceará é estratégica, pois baratearia a distribuição de navios no Nordeste e Norte (FOTOS MAURI MELO)
Mesmo sem muita participação no mercado náutico, o Ceará pode ter em breve uma fábrica de barcos em seu território. A Fibraforte funciona atualmente em Itajaí, Santa Catarina, mas está estudando a abertura de uma unidade no Nordeste. De acordo com Roberto Fratton, diretor presidente da empresa, já foram realizadas visitas a locais possíveis para a instalação da fábrica, mas no momento não há nenhuma definição.

“Ainda estamos estudando a legislação do Estado, checando incentivos”, explica. Apesar de ainda não confirmar a vinda da Fibraforte para o Ceará, O POVO apurou que terrenos em Horizonte já estariam sendo preparados para instalação da indústria.

Ainda segundo Fratton, a escolha do Ceará, mesmo com a baixa participação no mercado – o litoral cearense tem muito vento e o mar revolto, o que não é ideal para algumas práticas náuticas – o Estado estaria localizado num ponto estratégico para a distribuição dos produtos no Norte e no Nordeste.

De acordo com Antônio Ribeiro, o Tunico, proprietário da FortJet, loja de embarcações e quadriciclos em Fortaleza, o custo de frete para trazer um casco de lancha de Itajaí para Fortaleza é de aproximadamente R$ 10 mil, o que explicaria a decisão da fábrica catarinense em instalar mais uma unidade nessa área do Brasil. “Quando a gente calcula os gastos com a logística percebe que é necessária essa expansão”, reforça Fratton.

A fábrica que funciona em Itajaí tem uma produção anual de mil barcos. O total de funcionários, de acordo com o diretor é de 291. Mas são os números do crescimento que impressionam. Segundo Fratton nos últimos anos a expansão foi de 20% ao ano. “Com a estabilidade da economia, os barcos são como o segundo ou o terceiro veículo da família”, avalia.

No Ceará
Por aqui, a prática náutica não é tão difundida. Apesar dos fortes ventos serem o principal fator de atração para praticantes de esportes como kitesurf e windsurf, o mesmo não se aplica para as lanchas e jetskis. Tunico, dono da FortJet faz uma comparação de Fortaleza com Recife, que tem forte atuação no mercado. “Enquanto aqui não temos nenhuma marina, em Recife tem entre 40 e 50”, conta.

Mesmo assim alguns cearense aproveitam as lagoas de Uruaú, Banana e Catú para “brincar” com suas máquinas náuticas. Lanchas e jetskis tem uma saída razoável na loja de Tunico, que existe há 20 anos em Fortaleza. “Também fazemos manutenção e trocas de embarcações”, diz.

As lanchas são montadas aqui. Os cascos vêm de Itajaí (SC) e os motores são trazidos de uma fábrica de Manaus (AM), o que pesa no preço final, que parte de R$ 70 mil.


NÚMEROS

1.000
BARCOS ANUALMENTE É A PRODUÇÃO DA FÁBRICA FIBRAFORTE EM ITAJAÍ (SC)

10
MIL REAIS É O PREÇO DO FRETE DO CASCO DE LANCHA PARA FORTALEZA Fonte O Povo
Henriette de Salvi
henriette@opovo.com.br

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