Rosilene Mendes, 44, está empolgada. Não vê a hora de terminar o curso em gestão empreendedora para aplicar na comunidade dela, a Raízes da Praia, na Praia do Futuro. “Quero formar uma cooperativa de costureiras lá. Vai ser um negócio próprio para a comunidade, fonte de renda pra gente”, conta.
Rosilene é uma das alunas do Centro Vocacional Tecnológico Portuário (CVT Portuário), o primeiro do tipo no Brasil, e que fica bem ao lado do Porto do Mucuripe.
Vinculado à Companhia Docas do Ceará (CDC), o CVT Portuário foi inaugurado ontem, mas, desde o dia 18 de outubro, oferta cursos técnicos em Informática Básica, Eletricista Predial, Bombeiro Hidráulico, Mecânica de Manutenção Básica e Gestão Empreendedora.
Lá, 180 pessoas já estão estudando, divididas em nove turmas. “São funcionários da Companhia, trabalhadores do Porto do Mucuripe e seus familiares”, define o presidente da CDC, Paulo André Holanda.
Com investimentos totais de R$ 1,8 milhão, o novo equipamento visa formar mão-de-obra para a tecnologia portuária e também para as grandes demandas do mercado de trabalho. “Hoje, todo o pessoal da área portuária tem que saber lidar com aparelhos computadorizados. Mas, nossa atenção maior é para comunidade do entorno do Porto”, afirma o ministro dos Portos, Pedro Brito, presente na solenidade de inauguração.
Para o supervisor técnico do CVT, Jerônimo Lima, antes mesmo de formar mão-de-obra portuária, o grande papel do centro é o valor social paras as comunidades vizinhas, como a do Serviluz. “A Companhia se abre para o entorno, onde o risco social é altíssimo por falta de trabalho”, avalia o supervisor, que também afirma a formação de 1.600 pessoas para o próximo ano.
De acordo com Jerônimo, a metodologia do Centro é a mesma dos institutos tecnológicos federais, com os quais mantém parceria, sendo possível, portanto, que no futuro, sejam oferecidos inclusive cursos de graduação e pós-graduação.
Crescimento
O ministro dos Portos, Pedro Brito, defende novos dias no setor portuário brasileiro. Segundo ele, são frequentes os lançamentos de navios e os investimentos dos setores público e privados nos portos do País. “Já temos R$ 30 bilhões em investimentos privados para os próximos cinco anos, em projetos já encaminhados”, afirma.No Ceará, o porto que um dia se pensou em fechar, logo terá concluída o processo de dragagem, ampliando profundidade de 10 para 14 metros, que vai duplicar a movimentação de cargas e baratear o valor dos fretes. “Sem investimento social, todos esses valores não terão futuro. Por isso, quero transformar o CVT Portuário do Ceará em exemplo para o resto do Brasil”, conclui o ministro.
NÚMEROS
1.600
É O NÚMERO DE ALUNOS QUE
DEVEM SER FORMADOS PELO CVT PORTUÁRIO EM 2011
14
METROS SERÁ A PROFUNDIDADE DO PORTO DO MUCURIPE APÓS A DRAGAGEM
407
MIL TONELADAS FOI O MOVIMENTO RECORDE DE CARGAS NO PORTO DO MUCURIPE EM SETEMBRO
R$ 165
MILHÕES É O VALOR TOTAL DE INVESTIMENTOS PARA TERMINAIS DE PASSAGEIROS E CONTÊINERES
E-Mais
INVESTIMENTOS NO PORTO DO MUCURIPE
O Porto de Fortaleza tem hoje obra de dragagem em curso, que deve ser finalizada ao final de janeiro de 2011. A obra vai aprofundar de 10 metros para 14 metros o canal de acesso do porto do Mucuripe.
Segundo o ministro dos Portos, Pedro Brito, a dragagem pode até triplicar a capacidade de movimentação de cargas, que em setembro já bateu recordes de 407 mil toneladas. Também vai baratear os fretes, chamando mais mercado.
Ainda de acordo com o ministro, no próximo ano, será dado início à construção de novo pier de múltiplo uso, que tem como prioridade o terminal de passageiros, também do Porto do Mucuripe, que
será construído.
Com o terminal, poderão ser recebidos transatlânticos de até 3 mil passageiros.
Um terceiro investimento para o porto fortalezense é o novo terminal de contêineres, que vai terminar de inserir o Estado na rota da navegação de cabotagem brasileira.
Para o terminal de passageiros do Porto do Mucuripe já estão assegurados, pelo Programa de Aceleração do Crescimento 2, R$ 105 milhões. Para o terminal de contêineres, R$ 60 milhões.
Fonte O Povo
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