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quinta-feira, 21 de junho de 2012

PF estima que organização desbaratada pela Operação Máscara da Sanidade desviou cerca de R$ 100 milhões.


Prefeitura de Januária firmou contrato com uma das empresas envolvidas em 2009.

Montes Claros/MG – Terminou por volta das 12h30min a entrevista coletiva dos delegados federais Marcelo Eduardo Freitas, Eduardo Maurício Araújo e Tiago Garcia Amorim, da Delegacia da Polícia Federal em Montes Claros, sobre os desdobramentos da “Operação Máscara da Sanidade”, deflagrou na manhã de hoje (21/06), em 36 prefeituras do Norte de Minas Gerais.



Extremamente cautelosos, os delegados não quiseram revelar os nomes dos prefeitos envolvidos. Eles disseram que as investigações foram realizadas ao longo dos últimos seis meses, abrangendo contratos de obras firmados desde 1994, sendo que durante dois meses houve escutas telefônicas. Dez prefeitos caíram no grampo telefônico, aparecendo nas gravações tratando do recebimento de propina diretamente com os donos das empresas envolvidas.


Duas das empresas envolvidas são velhas conhecidas do Ministério Público e da Polícia Federal: Radier Construções e a Construtora Norte Vale, ligadas ao negociante Evandro Leite Garcia. Um dos contratos da Norte Vale foi firmado na gestão do advogado, maçom e atual prefeito Maurílio Néris de Andrade Arruda, com o Município de Januária, em 19.06.2009, no valor de R$ 69 mil, relativo à Tomada de Preços n.º. 003/2009, cujo extrato foi publicado no Diário Oficial de Minas Gerais em 01.07.2009.


Ao todo, a operação envolve a investigação de 46 obras públicas, com o envolvimento de cinco empresas. O total estivado dos desvios de recursos públicos é da ordem de R$ 100 milhões. Além da Polícia Federal, a operação contou com a participação do Ministério Público Estadual e técnicos das Receitas Federal e Estadual.


O delegado Marcelo Freitas explicou que nesse primeiro momento a operação foi focada no segundo escalão das administrações municipais e nos contadores e donos das empresas envolvidas. Num segundo momento se voltará para os prefeitos. “Ninguém tenha dúvida de que a operação vai chegar aos prefeitos”, afirmou o delegado.

O delegado disse não ter dúvidas de que a região Norte de Minas estaria no patamar de desenvolvimento melhor, não fossem os desvios dos recursos públicos. E lamentou que a população de baixa renda, na sua opinião, a mais afetada pelos desvios, seja exatamente a que menos reação esboça contra os corruptos.

Fonte: Blog do Fabio Oliva

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