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| Dilma e Obama brindam no Itamaraty– foto Renato Araújo/ABR |
A expectativa brasileira era de que a declaração americana não passasse de amenidades sobre visões comuns em torno da paz mundial. O comunicado conjunto dos dois chefes de Estado informa que “o presidente Obama manifestou seu apreço à aspiração do Brasil de tornar-se membro permanente do Conselho de Segurança e reconheceu as responsabilidades globais assumidas pelo Brasil”.
Na avaliação do governo brasileiro, a redação revestiu-se de um resultado muito melhor que o esperado. A intenção era que o Brasil recebesse um apoio nas mesmas bases do que foi dado a Índia, em novembro do ano passado. Diplomatas brasileiros procuraram, inclusive, a declaração escrita assinada à época para copiar o termo “apreço”.
Para o Brasil, o apoio existe no papel, mas não foi explícito oralmente. Apesar do tema ter sido levantado - e cobrado - duas vezes pela presidente Dilma Rousseff, na declaração no Palácio do Planalto e no brinde no almoço no Itamaraty, Obama apenas reiterou o apoio à reforma das Nações Unidas e citou a “aspiração brasileira de ter um assento no Conselho de Segurança”. Disse ainda que os “Estados Unidos vão continuar trabalhando com o Brasil e outras nações na reforma para fazer o Conselho de Segurança mais efetivo, mais eficiente e mais representativo e avançar nossa visão comum de um mundo mais seguro e pacífico”.
Ao todo, entre protocolos de entendimento e acordos de parceria, foram assinados 10 documentos na manhã deste sábado pelo chanceler Patriota e o embaixador americano no Brasil, Thomas Shannon. Um memorando prevê cooperação sobre a preparação para a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016.

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